connectivity matters
novembro 5, 2018

Escavação Automatizada e Seus Desafios

O mundo todo acompanhou, apreensivamente, o resgate dos garotos tailandeses de uma caverna que aconteceu entre os dias 23 de junho e 10 de julho. Após jogar futebol, o grupo, formado por 12 meninos menores de 16 anos e seu treinador, ficou preso no subsolo após uma forte chuva, que foi alagando a estrutura. Mergulhadores da Marinha do país, depois de muito estudo e esforço, conseguiram salvar todos os jovens, mas tiveram um sacrifício: Saman Kunan, ex-integrante da equipe e um dos membros que levava suprimentos ao time, morreu quando voltava à saída do subterrâneo. Sua reserva de ar acabou e ele se afogou. Essa fatalidade mostra que o que está abaixo de nós não é simples e todo o cuidado é pouco para se ter segurança e explorar corretamente essa vasta área.
Vislumbrando o alto potencial do subsolo, seja para o transporte público como para a exploração de reservas minerais, a DARPA (Agência de Pesquisa de Projetos Avançados do Departamento de Defesa Americana) instaurou um desafio às universidades e empresas: criar robôs que possam se movimentar em ambientes complicados e avariados debaixo da terra. A competição englobará três modalidades distintas: sistemas de túneis, rede natural de cavernas e subterrâneo de regiões urbanas. O objetivo é criar equipamentos autônomos ou controlados remotamente que consigam se manter eficientes em locais inóspitos.
“O mundo abaixo de nós tem muito a ser descoberto. Esses ambientes inexplorados representam imensos desafios para as equipes militares e de emergência, pois devem enfrentar as ameaças de inimigos ou desastres naturais nesse território. A DARPA selecionou nove equipes para competir no Desafio Subterrâneo – sete na pista de sistemas físicos e duas no cenário virtual – para desenvolver novas abordagens para mapear, navegar e pesquisar rapidamente ambientes subterrâneos”, clama a Agência em seu comunicado oficial.
Já na Espanha, engenheiros elaboraram um projeto chamado Badger (Texugo, em inglês), que consiste em um robô autônomo que navega pelo subterrâneo das cidades escavando túneis de forma planejada. A versão inicial da máquina, entretanto, precisa atingir algumas metas ambiciosas, como pontua Carlos Balaguer, da Universidade Carlos III, de Madri: “o uso de técnicas inovadoras de localização, mapeamento e navegação, juntamente com sensores e georradares, permitirá que os robôs sejam adaptados aos mais diferentes terrenos e ajudem na análise do ambiente de trabalho e na tomada de decisões na consecução dos objetivos”. A equipe desenvolvedora do Texugo espera que, nos modelos futuros, um ultrassom seja instalado para ajudar na perfuração, além de uma impressora 3D rotativa, com o intuito de já instalar a tubulação necessária para a obra, economizando tempo e recursos.
A Rajant Corporation, com suas soluções para conectividade e formação de redes inteligentes, é capaz de empoderar a infraestrutura de qualquer uma das máquinas de escavação citadas acima, unificando suas plataformas para garantir uma conexão intermitente e de alta escalabilidade.

 Confira o portfólio de soluções da Rajant aqui!

 Para mais textos especializados em IoT, AgroTech, Big Data, Indústria 4.0 e muito mais, acesse nosso blog especializado!