connectivity matters

Nossa Indústria 4.0 – O Potencial Brasileiro

O conceito de Indústria 4.0 traz aos países que o incorporam uma modernização
exemplar. A produtividade e qualificação da interconectividade fazem com que as
fábricas possam dar aos seus colaboradores maiores condições de trabalho e embarcar
em novas demandas.

O Brasil, 5ª maior economia do mundo, tem potencial para entrar
com força nessa ideologia, mas precisa de reformas estruturais e acadêmicas para tal.
Segundo Francisco Ignácio Giocondo Cesar, professor do Instituto Federal de
São Paulo, coordenador do Sustainable Business Lab e membro fundador da SC4, –
Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento de Empresas Inovadoras (Anpei)
– o Brasil precisa focar em incentivos federais e formação de profissionais capacitados,
através de políticas de longo prazo e parcerias entre universidades e indústrias.

“Infelizmente, se ensina engenharia igual como se fazia há 40 anos. Um
aluno entra em 2018 em engenharia e, mesmo que a universidade esteja muito bem
equipada, a dinâmica da tecnologia é tão grande que, quando se formar, estará
desatualizado. Para abrir um curso, consulto o CREA (Conselho Regional de
Engenharia e Agronomia) e o MEC (Ministério da Educação), mas eles não perguntam
à sociedade e à indústria quais suas demandas. A solução, portanto, é a universidade se
aproximar do mercado e das empresas, com essas últimas sendo laboratórios, já que as
universidades não têm aporte financeiro para se manter constantemente atualizada e a
inovação é uma obrigação para a sobrevivência no mercado competitivo.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o salário do professor é dividido entra a instituição e as empresas para quais ele direciona os alunos. Na Alemanha, parte do dia o engenheiro fica na
empresa e a outra na universidade. Esses países já perceberam a necessidade de mudar a
forma de ensinar, o jeito de se preparar profissionais para o contexto em que vivemos”,
esmiuçou Francisco.

Algumas faculdades já oferecem pós-graduações relacionadas à Indústria 4.0. A
USP, com seu programa de Internet das Coisas que foi inaugurado em 2015, e a UFPR
(Universidade Federal do Paraná), com o curso de Engenharia Industrial 4.0, lançado
em 2017, mantêm-se pioneiras desse processo.

As matrizes curriculares de ambos abrangem conceitos como robótica, Big Data,
AI e IoT, que levaram diversos profissionais de alta patente às salas de aula. Um deles
foi o engenheiro mecânico Fernando Rocha: “Me forcei a uma reciclagem por ser uma
tecnologia que está começando no Brasil, já que trabalho com inovação e busco
inovações para prédios inteligentes”.

O coordenador do curso de pós da USP, Kechi Hirama, entende que esses
projetos acadêmicos são uma possibilidade de convergir o conhecimento com as
demandas mercadológicas: “A ideia é melhorar a eficiência do trabalho de maneira que
permita até a criação de produtos personalizados na linha de montagem”.
Além disso, a eficiência é um problema no âmbito nacional, como explica
Rafael Lucchesi, diretor de educação e tecnologia da CNI: “A baixa produtividade se dá
por atrasos tecnológicos, técnicos e pela alta idade média dos equipamentos”.

Por conta dessas adversidades, será precisa a capacitação de funcionários em
todos os níveis do desenvolvimento, desde técnicos até gestores. “As mudanças
chegarão em todos os estratos. No chão de fábrica, afetarão o processo produtivo. Para
gestores, será necessária a análise de altas quantidades de dados”, complementa
Lucchesi. Tal especialização exigirá organização e negociação, pois o gestor
regularizará equipes heterogêneas.

A Rajant Corporation, com suas soluções inteligentes para conectividade e
formação de redes inteligentes, é capaz de empoderar a infraestrutura de qualquer
empresa e negócio que busca unificar suas plataformas à Indústria 4.0, garantindo uma
conexão intermitente e de alta escalabilidade.

 Confira o portfólio de soluções da Rajant aqui!
 Para mais textos especializados em IoT, AgroTech, Big Data, Indústria 4.0 e
muito mais, acesse nosso blog especializado!