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O Futuro e o Passado das Smart Cities

A pouco mais de 1 hora da cidade de Phoenix, capital do Estado do Arizona (EUA), existe o “West Valley”. Ele será o berço da maior Cidade Inteligente do mundo, que receberá o nome de Belmont. A ideia veio de Bill Gates e receberá investimentos de um grupo que ele mesmo administra e faz parte, o Belmont Partners, para ser erguida do zero. Já foram direcionados US$ 80 milhões para a iniciativa, que tem a estimativa de gerar uma sociedade com até 160 mil moradores.
“A Belmont criará uma comunidade inovadora com uma estrutura de comunicação e infraestrutura que abrange tecnologias de ponta, projetando-a em torno de redes digitais de alta velocidade, data centers, novas tecnologias de fabricação e modelos de distribuição, além de veículos e centros logísticos autônomos”, comentou um membro do grupo Belmont Partners que não quis se identificar.
Para colocar um projeto dessa magnitude em prática, já foram comprados aproximadamente 25 hectares de terra na região e o planejamento está adiantado. Segundo dados divulgados pelo grupo, a Cidade Inteligente abrigará algo em torno de 80 mil residências, com 4 acres para escritórios comerciais e 470 acres voltados ao ensino público. (Veja mais detalhes da localidade no vídeo da 12 News sobre o assunto)
Imigrando para a Europa, Portugal se tornou uma referência tecnológica mundial por causa dos seus projetos envolvendo Smart Cities. Entre 11 e 13 de abril ocorreu um Summit sobre Smart Cities em Lisboa com o intuito de apresentar aos investidores mundiais os avanços portugueses nesse campo da tecnologia. Gigantes do mercado internacional, como IBM, Nissan, Renault e BMW participaram do Fórum, com as automobilísticas realizando test-drives em seus carros elétricos.
Cidades Inteligentes não se limitam às soluções de sustentabilidade ou mobilidade, integrando segurança, conectividade, eficiência e redução de custos como principais elementos conceptivos. Aplicações que associem todas essas qualidades nem sempre se resumem aos grandes polos, como Estados Unidos e outras potências globais do hemisfério tecnológico. Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, compareceu ao evento e analisou que “para Smart Cities não existe diferenciação quanto ao tamanho do país. Não há capitais do mundo e nem cidades abandonadas. A inovação surge em todos os lugares e, às vezes, nos locais mais inesperados”.

A Primeira Smart City (?)
Belmont não é a primeira tentativa de implementar um estilo inovador de sociedade no Arizona. O falecido arquiteto ítalo-americano Paolo Soleri era um idealizador de cidades utópicas. Seu marco na história foi fincado pela elaboração e construção (em partes) da sua percepção de “Cidade do Futuro”, conhecida como Arcosanti.
A cidade, aberta em 1970, tinha um propósito revolucionário: ser modelo para os centros urbanos de alta densidade demográfica do mundo. A construção única seria imensa e capaz de abrigar 5000 pessoas em uma atmosfera autossuficiente e harmoniosa. A população renunciaria aos carros, produziria a própria comida e utilizaria o mínimo de energia, com entradas e ventilações que seguiriam os princípios da iluminação natural. Arcosanti, em seus 48 anos de existência, tem apenas 3% de sua infraestrutura completa, mas já é morada para quase 50 pessoas e os trabalhadores que continuam, voluntariamente, com a estruturação do local.

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